08/01/2013
Recebendo o diagnóstico de câncer: como contar para seus filhos?
Receber o diagnóstico de câncer pressupõe uma reorganização familiar. Pais com a doença diagnosticada, além de ter que enfrentar seus medos e incertezas, terão também que ajudar seus filhos a enfrentar essa mudança de realidade.
Assim como o paciente, os filhos terão que lidar com novas emoções e a nova rotina de uma família que está lidando com o câncer. Para que as crianças possam enfrentar a situação é necessário que eles sejam informados sobre a doença e o tratamento. Existem algumas orientações para esta conversa, mas um ponto importante é que o tipo de papo dependerá da idade e nível de entendimento de cada um dos filhos.
É importante que a conversa aconteça num momento tranquilo e que seja verdadeira. Se na família há mais de um filho com idade e nível de entendimento distinto, deve-se conversar com cada um separadamente. Assim, a informação poderá ser passada na medida da compreensão de cada criança. Isso também vai ajudar a prestar atenção na reação de cada um e a acolhê-los à medida de sua necessidade. Use termos simples para explicar a doença, como células “boas” e células “más”. Lembre sempre a criança de que câncer não é algo que você pode pegar e que elas não fizeram nada para causar a doença.
As crianças, mesmo as mais novinhas, podem perceber quando alguma coisa está diferente. Quando não sabem sobre o motivo da mudança, eles normalmente fantasiam os piores problemas. Portanto, conversar sobre o que está acontecendo pode ajudá-los a aliviar alguma ansiedade ou medo.
Outra grande dificuldade é a interrupção da rotina diária, por isso, tente estabelecer uma nova dinâmica, que equilibre sua recuperação e necessidades do tratamento assim que possível. Tente explicar sobre o tratamento e procedimentos pelos quais você terá que passar e como isso afetará a eles e a sua rotina. Neste período, é importante que se dê amor e atenção extras, beijos e abraços, passando segurança às crianças. Se necessário, peça a pessoas próximas para ajudar a dar atenção às crianças.
Lembre-se: cada filho responde diferente a doença de um dos pais. Encoraje-os a verbalizar suas preocupações.



