12/05/2011

Câncer de mama mata mais mulheres ricas do que pobres

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Mulheres ricas morrem mais que as pobres de doenças causadas pelo câncer em Campinas. A pesquisa desenvolvida pela Secretaria de Saúde e Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mostra que em relação à distribuição pelos bairros da cidade, as mulheres de poder aquisitivo mais alto morrem mais de câncer de mama.

Do conjunto das doenças que provocaram as mortes entre as mulheres, 1,5% são por neoplasias (processo patológico que resulta no desenvolvimento de um neoplasma), no período de 2000 a 2009, sendo que no conjunto de todos os tipos o de mama lidera com 18,9%, seguido de intestino grosso, pulmão, leucemias e linfomas e fígado, responsáveis por 50% dos óbitos por neoplasia.

No caso do câncer de mama, que aumentou 0,11%, nos últimos 20 anos, a secretaria associa o alto índice ao uso mais intenso da reposição hormonal, alimentação, número de filhos e tempo de amamentação.

De acordo com a Marilisa Berti Barro, responsável pelo estudo no Centro Colaborador em Análise de Situação de Saúde, da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, essa taxa de mortalidade mostra a necessidade de intervenção mais efetivas de diagnóstico precoce e tratamento. “Para avaliar as medidas de prevenção, foi registrado um decréscimo de 0,18% no mesmo período de câncer de colo de útero, o que aponta sucesso no rastreamento e identificação precoce deste tipo de doença nas mulheres”, afirma.

Para a secretaria, uma das medidas para controlar o aumento deste tipo pode ser baixar a idade para a realização de mamografias e aumentar a frequência dos exames.

Dados

O balanço de número de mortes até junho de 2010 mostra que do total das 6.455 mortes, 20% foram provocadas pelo câncer. A doença é a segunda causa de falecimentos em Campinas, superada apenas pelas doenças cardiovasculares, de acordo com o Boletim de Mortalidade por Neoplasias em Campinas, que monitoram a tendência de mortalidade na cidade.O risco de mortalidade pela doença entre os homens é maior, de acordo com a pesquisa. Do conjunto das doenças que provocaram as mortes masculinas, o percentual por câncer cresceu 3,4% no período de 2000 a 2009.

A pesquisa mostra que o risco de falecer pela doença aumenta com a idade. Mas, o câncer atinge proporcionalmente as faixas etárias infantis e idosas, cerca de 30% das crianças menores de 10 anos e pessoas com mais de 70 morreram por neoplasias. Na faixa etária de menores de 10 anos o risco de falecer em decorrência de um câncer é inferior a 4 por 100 mil habitantes. Já no grupo dos idosos, o risco sobe para 600 por 100 mil habitantes.

“A pesquisa demonstra a importância do problema, já que as neoplasias estão bem próximas da primeira causa de morte, assim, com o envelhecimento da população essa proporção, sem medidas preventivas e efetividade dos tratamentos podem ampliar o total dos óbitos”, disse Marilisa.

 

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